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Necessidade de “novas linguagens” para anunciar Evangelho, constata Bento XVI

pap2Em uma mensagem ao 11º capítulo geral dos Rogacionistas do Coração de Jesus

Renovar formas e linguagens para anunciar o Evangelho aos homens de hoje é a indicação dada pelo Papa Bento XVI aos padres Rogacionistas do Coração de Jesus, reunidos desde o dia 5 de julho no Centro de Espiritualidade Rogate, de Morlupo, nas proximidades de Roma, para seu 1º capítulo geral.

O capítulo deste ano, que reúne 53 irmãos rogacionistas vindos da Europa, Ásia, África e América, tem como tema “A Regra de vida, expressão da consagração, garantia da identidade carismática, apoio da comunhão fraterna, projeto de missão”.

O objetivo é atualizar a normativa da congregação para adequá-la aos tempos atuais, especialmente após a promulgação do novo Código de Direito Canônico.

“O grande desafio da inculturação – escreve-lhes o Papa – exige de vós hoje que anuncieis a Boa Notícia com linguagens e formas compreensíveis aos homens da nossa época, envolvidos em processos sociais e culturais em rápida transformação.”

“Muitos esperam ainda para conhecer Jesus, o único Redentor do Homem, e inúmeras situações de injustiça e mal-estar moral e material interpelam os crentes”, sublinha o Pontífice.

“Uma missão tão grande requer uma incessante conversão pessoal e comunitária. Somente corações totalmente abertos à ação da Graça estão capacitados para interpretar os sinais dos tempos e captar os apelos da humanidade necessitada de esperança e de paz”, acrescenta.

Bento XVI convida a família rogacionista a “conservar fielmente o patrimônio espiritual transmitido por vosso fundador, Santo Aníbal Maria di Francia”, que “amou a Cristo com intensidade e se inspirou sempre nele”.

Exorta-os, portanto, a “seguir seu exemplo e prosseguir com alegria sua missão, válida também hoje, ainda que tenham mudado as condições sociais em que vivemos”.

“Dai vossa experiência aos que têm ‘sede’ de esperança; cultivai uma autêntica paixão, sobretudo pelos jovens; empenhai-vos com uma generosa atividade pastoral entre as pessoas, especialmente a favor dos que sofrem no corpo e no espírito.”

O Papa conclui sua mensagem desejando que “resplandeça nos diversos campos do vosso serviço eclesial a adesão fiel a Cristo e ao seu Evangelho”.

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