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25 ANOS DE NAMORO

Autor: italo fasanella | Junho 26, 2010


Há 25 anos atrás, nessa mesma data, estava pedindo em namoro Rosana (hoje minha esposa). Comemoramos com muita alegria essa data. Alguns ficam surpresos, outros com ar de estranheza ao falarmos dessa comemoração todos os anos do início de nosso namoro, mesmo sendo casados há 21 anos.Muitas vezes fico perguntando: Quem foi que disse que quando casamos devemos parar de namorar?! Tudo aquilo que é bom no namoro deve ser preservado para o casamento: a amizade, o encantamento, o apaixonamento, a saudade, o olhar para o relógio esperando anciosamente a outra pessoa chegar, sentir saudades quando de alguma ausência por viagem ou outro motivo, a troca de presentinhos, bilhetinhos, cartões com declarações de amor, flores e tudo o mais que possa manifestar que o verdadeiro amor ainda vive e se corresponde.Como é triste ver em muitos casamentos a frieza e dureza de coração que tomam conta dos relacionamentos. Algo que foi feito para crescer cada vez mais, ao contrário, vai se esvaziando até perder completamente o sentido. Penso que tudo são frutos colhidos do tempo de namoro: se houve preocupação no namoro em cultivar amizade, a felicidade do(a) outro(a), amor verdadeiro e castidade, com certeza haverá um matrimônio que dê sequência nesses valores. Ao contrário, se, no namoro, a preocupação foi egoísta, centrada no sexo e no prazer, em valores fúteis haverá no matrimônio uma relativização do amor no relacionamento que deixará vazio e sem sentido o estar casados e casados até que a morte os separe. Por isso, eu e Rosana, sempre lembramos dessa data e procuramos viver, mesmo em meio a tantos desafios, como “eternos namorados”. Digo isso, sem querer parecer uma poesia pegajosa, mas por ser isso mesmo que acreditamos.Creio que o Carisma de nossa comunidade nos ajuda muito a vivermos nosso amor junto com nossos filhos e irmãos de comunidade. Certa vez, num retiro para casais, havia um casal que não se beijavam na boca há 25 anos, acredite!!! Outros há muito tempo não diziam “Eu te amo”! Alguns nem um “bom dia!”! Me perdoem, mas o matrimônio não foi feito para isso! É coisa muito séria para ficar brincando ou achincalhando essa instituição Divina. Receber o Sacramento do Matrimônio é algo sagrado e o namoro é o tempo de se preparar para isso.Tenha a coragem de declarar o seu amor. Diga todos os dias “Eu te amo”; beije; abrace; curta a presença e sinta a presença de Deus no meio de vocês. Pois o Amor de Deus é maior que tudo e tudo ajuda a superar como diz a famosa passagem de I Coríntios 13: “A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja.  A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.Por tudo isso e muito mais que poderia escrever aqui, é que hoje estamos curtindo nosso namoro. Estamos felizes e desejamos que muitos outros casais vivam essa felicidade, mesmo assumindo todas as responsabilidade da vida de casados podemos ser “eternos namorados” cada vez mais apaixonados um pelo outro, pelos filhos, pela vida e por Deus que é a causa e rumo final de nosso amor. Deixo ainda, uma mensagem de Bento XVI sobre o amor. Boa reflexão. Viva o amor!Rosana: TE AMO! ou como costumamos escrever no MSN quando estou viajando (e são muitas viagens!): TE AMO MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUIIIIITOOOOOOOOOOOOO!!!!’Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele’ (I Jo 4,16). Essas palavras da Primeira Carta de João exprimem, com singular clareza, o centro da fé cristã: a imagem cristã de Deus e também a consequente imagem do homem e de seu caminho… Nós cremos no amor de Deus – desse modo pode o cristão exprimir a opção fundamental de sua vida. No início do ser cristão não há uma decisão ética ou uma grande idéia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, assim, o rumo decisivo… O termo ‘amor’ tornou-se hoje uma das palavras mais usadas, e mesmo abusadas, à qual associamos significados diferentes… Em toda esta gama de significados, porém, o amor entre o homem e a mulher, no qual concorrem indivisivelmente corpo e alma e se abre ao ser humano uma promessa de felicidade que parece irresistível, sobressai como arquétipo de amor por excelência, de tal modo que, comparados com ele, à primeira vista todos os demais tipos de amor se ofuscam.” (Carta Encíclica do Santo Padre Bento XVI Deus Caritas Est – Deus é Amor – 25/12/2005).

 


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SÃO JOSÉ

Autor: italo fasanella | Março 23, 2010


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RESGATE DA MESA DE REFEIÇÃO

Autor: italo fasanella | Maio 13, 2009


Olá pessoal,

Deus abençoe.

Ultimamente tenho refletido e falado sobre QVF: QUALIDADE DE VIDA FAMILIAR. Um termo que encontrei para designar nossos esforços por promover que nossa CONVIVÊNCIA FAMILIAR seja de QUALIDADE e não apenas nossa vida, nosso trabalho, serviço ou produtividade sejam de qualidade.

A matéria que está abaixo, nos dá um ponto sobre essa QVF que devemos praticar. Vai nos ajudar muito refletir para deixar acontecer em nós a mudança de consciência, mentalidade, atitude e comportamento.

O RESGATE DA MESA DE REFEIÇÃO é parte importantíssima de nosso Carisma.

Bom apetite com essa formação.

Abç fraterno,

Italo Fasanella.

Vida Saudável

Comer em família traz vários benefícios
por Dra Jocelem Salgado
Uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha me chamou atenção. De acordo com os dados publicados por uma empresa de estudos de mercado conhecida como Mintel, as mesas de jantar estão em extinção naquele país. As vendas do produto caíram 8% nos últimos 5 anos, enquanto os móveis de escritório tiveram crescimento de 40% e outros móveis da sala de jantar, 37%.
Sentar à mesa com a família pode promover hábitos saudáveis de alimentação para crianças e adolescentes

O número de britânicos que não têm mesa de jantar chega a 25%; apenas 31% a utilizam em ocasiões especiais como o Natal e Ano Novo. De acordo com o diretor da empresa, David Bird, atualmente, as mesas onde as famílias se reúnem todos os dias para comer quase não existem; inúmeros britânicos não fazem uma pausa para comer e, quando o fazem, geralmente é para comer com o prato no colo, vendo televisão. A tendência é o desaparecimento desse móvel, que durante longo tempo esteve no centro da vida doméstica. Os divórcios e a falta de tempo e de espaço são algumas das razões para a queda na procura por mesas de jantar, aponta a pesquisa.Tomei como exemplo essa notícia para chamar atenção das pessoas de como a vida moderna tem modificado hábitos que deveriam ser preservados em nome da saúde e do bem-estar das pessoas. A mesa de jantar foi por muito tempo um exemplo de união da família. Era comum em todas as refeições diárias pais, filhos e até avós estarem juntos se alimentando, trocando idéias e narrando fatos acontecidos durante o dia. Lá em casa, por exemplo, às vezes meu pai chegava tarde, às oito da noite, mas minha mãe sempre nos fazia esperar para comermos em família, não importava o quanto nos queixássemos. Era um ritual tão agradável que ninguém queria perder.Os anos se passaram e a correria do dia-a-dia, a falta de tempo, entre outros fatores fizeram com que uma atividade importantíssima para a saúde física e emocional de todos os membros da família praticamente deixasse de existir. De acordo com algumas pesquisas, no Brasil, 30% a 40% das famílias não jantam juntas de cinco a sete noites por semana. A hora do almoço em casa, junto com os familiares, tem sido trocada por um sanduíche na lanchonete da esquina ou por uma refeição em frente à TV ou computador.As vantagens das refeições em famíliaOs estudos atuais mostram que as rotinas e os rituais familiares podem trazer vários benefícios para as pessoas. Esses rituais não envolvem apenas as refeições diárias, mas também atos simbólicos e que às vezes duram gerações na mesma família, como as celebrações de Natal, Ano Novo, aniversários e o tradicional almoço de domingo. Essas atividades têm sido relacionadas a uma maior satisfação conjugal, maior senso de identidade pessoal por adolescentes, maior saúde de crianças, satisfação com o desempenho acadêmico e fortalecimentos das relações familiares.Um dos motivos que ajudam a explicar esses benefícios é que essas rotinas e rituais ampliam o tempo de convivência entre os familiares, possibilitando maior conhecimento mútuo e troca de experiências, formação ampliada de sua identidade pessoal e maior sensação de retaguarda social, o que daria a todos mais segurança em seus relacionamentos extra-familiares.De acordo com um estudo publicado no Journal of Family Psychology (2003), se uma família faz em conjunto três refeições por semana, por exemplo, terá passado algo como uma hora (cerca de 20 minutos por refeição) se comunicando pessoalmente sem a interferência de “ruídos” como programas de televisão, por exemplo. Todos os que se sentam à mesa nestes momentos se beneficiam dessa interação de uma maneira ou de outra.Benefícios para os mais jovensUma pesquisa publicada em 2003 no Journal American Dietetic Association, mostrou que sentar-se à mesa para as refeições com a família parece desempenhar um papel importante na promoção de hábitos alimentares saudáveis entre os adolescentes. Os pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, descobriram que as crianças entre os 11 e 18 anos de idade que tomavam as suas refeições em família, comiam maiores quantidades de frutas, vegetais, leguminosas e alimentos ricos em nutrientes do que aqueles que comiam separados das suas famílias. Além disso, os adolescentes que consumiam pelo menos sete refeições por semana em família consumiam menos comidas rápidas e snacks do que aqueles que comiam menos do que este número.Os autores do estudo também descobriram que os meninos faziam mais refeições em família que as meninas, tal como as crianças até o 2º ciclo, comiam mais em família que as que freqüentavam graus de ensino subsequentes. Adicionalmente, a pesquisa revelou que as famílias em que as mães não tinham emprego externo e as famílias com maior poder aquisitivo tomavam refeições em conjunto com maior frequência que as outras famílias.Em 2004, a revista Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine publicou um estudo com 4.746 crianças de 11 a 18 anos de idade mostrando que as refeições em família freqüentemente são associadas a um menor risco do desenvolvimento do hábito de fumar, beber e usar maconha, entre os jovens. O estudo indicou também uma menor incidência de sintomas de depressão e pensamentos suicidas, além de notas mais altas na escola.Para os especialistas, as refeições familiares são importantes também para ajudar a aprimorar o vocabulário de crianças mais jovens. Pesquisadores de Harvard consideraram em 1996 os tipos de atividades que promoviam o desenvolvimento da linguagem. Jantares familiares foram mais importantes do que brincar, do que a hora da história e outros eventos familiares. E aquelas famílias que entraram em diálogos extensos na mesa de jantar, como a narração de histórias e explanações, ao invés de comentários de uma frase, como “coma seus legumes”, fizeram com que crianças adquirissem mais competências lingüísticas.Exemplos à mesaMuito do que é dito ou feito numa família serve de exemplo e efetivamente causa impacto sobre os membros desta. Crianças que se alimentam sem os pais ficam sem referência, sem exemplos concretos de uma boa alimentação e, inevitavelmente, vão para a frente da televisão enquanto comem, vivenciando um sentimento de solidão e uma tendência à obesidade. A criança que come assistindo TV não sabe o que come nem tem noção da quantidade ingerida.Por isso, a presença dos pais na hora do almoço e/ou jantar é fundamental para transmitir aos filhos bons exemplos, que serão seguidos por toda vida. Se uma criança sempre vê seus pais servirem-se de salada antes do prato principal, ela entenderá que essa atitude é a mais correta e provavelmente também vai querer experimentar e seguir o exemplo. Da mesma forma, se a criança observa seu pai servindo-se de macarrão pela terceira vez, ela poderá aprender que comer três porções do alimento não é demais, e também seguirá o exemplo.É importante enfatizar que freqüentemente os pais demonstram seus valores aos filhos pelo que fazem, muito mais do que pelo que dizem. As crianças estão atentas às ações deles, mesmo quando estão fazendo uma outra atividade ou conversando com outra pessoa. Os pais são os modelos de referência, e por isso, é fundamental que tomem alguns cuidados para não enviar mensagens erradas ou contraditórias do tipo comer com a boca aberta, comer rápido demais sem mastigar corretamente os alimentos, exagerar nas quantidades, fazer comentários desfavoráveis em relação a um alimento, como por exemplo, a mãe falar que não gosta de beterraba, etc.Para finalizar, saliento que a hora da refeição deve ser um momento sem estresse. O ambiente deve ser tranqüilo e acolhedor, sem brigas, discussões, comentários impróprios, que causam desconforto e sentimentos que ficam associados ao alimento e à hora de comer, interferindo em situações futuras, principalmente entre as crianças. Se o seu filho (a) não quer comer da forma como você gostaria, não entre em crise, não perca a paciência e não discuta, apenas informe que o prato dele(a) estará disponível quando a fome surgir.Incentive a criança a ter prazer com o que come; aos poucos ela vai aceitando as novidades, aumentando o seu repertório de alimentos, desenvolvendo cada vez mais uma relação saudável com a comida. E não se esqueça de resgatar a mesa em seu lar, seja ela de jantar ou uma simples mesinha de cozinha. A sua família reunida em torno dela mais vezes por semana, com certeza será mais feliz e saudável. Mais informações: www.jocelemsalgado.com.br


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SÃO JOÃO BATISTA, MÁRTIR DA FAMÍLIA

Autor: italo fasanella | Agosto 29, 2008


joao_batista.jpg“17Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia.” (Marcos 6,17-19).

Quando penso no martírio de João Batista, baluarte de nossa comunidade, celebrado a 29 de agosto, vejo claramente que podemos considerá-lo mártir da família. Sim! Mártir da família! Justamente porque, como profeta – o maior nascido de mulher (cf. Lc 7,28) – não se esquivou à sua missão profética de anunciar o Reino e Aquele a quem ele precedia; e no fato principal que o levou ao martírio está a denúncia de um pecado na família que, até hoje, tem destruído muitas famílias: o adultério!

Mesmo sendo o adultério do rei, João não se intimidou em sua missão profética. Denunciou o pecado assumindo as possíveis e últimas conseqüências de seu profetismo. Não teve medo do ódio e da morte. O seu amor pelo Senhor e o senso da importância de sua missão e o zelo ardente pelo anúncio eram maiores. Se ele não cumprisse sua missão quem anunciaria o Salvador? Quem o precederia preparando os caminhos?

De um modo muito particular, nós membros da Comunidade Católica Sagrada Família, somos chamados a essa missão de João Batista. Contudo, essa missão-martírio não pode ser privilégio(!) somente nosso: o batismo nos confere a todos os batizados a missão e vocação de profeta. Todos somos convocados a defender a família e a vida. Na mensagem que Bento XVI enviou à CNBB por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade de 2008 (Fraternidade e Vida: escolhe pois a vida), enfatizou: “todas as ameaças à vida devem ser combatidas.”. Todo o pecado na família também é ameaça à vida. A vida e a família só serão protegidas, defendidas e valorizadas se houver Profetas da Família, que não tenham medo de denunciar os pecados que destroem as famílias.

Muitas vezes, os que nos odeiam por causa de nosso profetismo, quererão nossa cabeça no prato, como o fizeram com João:

“20Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. 21Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galiléia. 22A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu to darei”. 23E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24Ela saiu e perguntou à mãe: “O que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26O rei ficou muito triste, mas não pode recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.” (Marcos 6,20-29).

Não tenhamos medo! As famílias estão se perdendo e sendo destruídas por causa de muitos covardes que não tem a coragem de defendê-las! Covardes que, por vezes, matam o menino e a menina ainda dentro do ventre de suas mães, sejam esses meninos ou meninas normais ou anencéfalos. Covardes pedófilos que violentam quem de mais puro Deus colocou em nosso meio: as crianças. Covardes que tem dinheiro, principalmente ilícito, para a droga, o álcool, a violência, a pornografia, a corrupção mas, se negam a ajudar instituições a favor da família. Covardes que estão dentro e fora de nossos lares e de nossas igrejas.

Coragem famílias! Coragem profetas! Sejamos a favor da vida e da família sempre! Nossa recompensa está no céu!

“O futuro da humanidade passa pela família! É, pois, indispensável e urgente que cada homem de boa vontade se empenhe em salvar e promover os valores e as exigências da família. Sinto-me no dever de pedir aos filhos da Igreja um esforço especial nesse campo… Devem amar particularmente a família. É o que concreta e exigentemente vos confio.” (João Paulo II, Familiaris Consortio, conclusão).
Italo J. Passanezi Fasanella
Fundador e Moderador Geral
Comunidade Católica Sagrada Família


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FAMÍLIA CASA DA VIDA

Autor: italo fasanella | Agosto 15, 2008


Meu querido irmão e minha querida irmã,

Quero neste espaço (abaixo) disponibilizar o roteiro de minhas pregações realizadas na Semana Nacional da Família em nossa Região Episcopal Ipiranga - Arquidiocese de S. Paulo. Tive a graça, a honra e também a responsabilidade de ser convidado por D. Tomé - bispo auxiliar da Arquidiocese de S. Paulo -, para conduzir essas reflexões. Espero que ajude as famílias a refletirem em sua vocação e missão.

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA – REGIÃO EPISCOPAL IPIRANGA - 2008 Lema: Família, casa da VidaTema: Relações afetivas na família Igreja DomésticaItalo J. Passanezi Fasanella - Comunidade Católica Sagrada

“Escolhe, pois a vida” (Dt 30, 19) – Fraternidade e defesa da vida. Em minha apresentação fiz questão de frisar que eu e Rosana temos 6 filhos, apesar dos dois abortos espontâneos sofridos por ela. Nunca podemos esquecer que a vida humana começa na fecundação. A partir de então, já temos uma pessoa humana, um menino ou uma menina. Lembro que a fecundação acontece pela penetração do espermatozóide no óvulo e isso se dá dentro das tubas uterinas (antigamente denominadas trompas de Falópio). Logo após a fecundação, o óvulo, que não é mais óvulo e sim uma pessoa humana, um menino ou uma menina, continua o seu percurso pela tuba e desce para o útero, onde ficará alojado. Esse processo chama-se nidação – relativo à palavra ninho – pois, o útero será o ninho onde aquele menino ou aquela menina ficará aninhado até estar pronto para nascer para o mundo, pois o nascimento para a vida já aconteceu com a fecundação.

Bento XVI em sua mensagem por ocasião do lançamento da CF 2008 afirmou: “todas as ameaças à vida devem ser combatidas.”

Entendemos, então, porque a Igreja – mãe e mestra – nos ensina (inclusive baseada na ciência – séria!) que, por exemplo, a pílula do dia seguinte ou o DIU são abortivos. Justamente porque impedem o processo de nidação. Sendo que, aquele ou aquela que será aninhado no útero já é um menino ou uma menina, temos então, um assassinato! Não há outra palavra para qualificar o aborto. Bem como a eutanásia e a manipulação genética embrionária são crimes contra a vida. A vida deve ser defendida e as ameaças denunciadas e combatidas.

Testemunhamos momentos dramáticos neste tempo da história da humanidade em que vemos crescer desenfreadamente a violência, a usurpação dos direitos humanos, a cultura da morte, da banalização do sexo, o esfacelamento da família como instituição Divina e como célula primeira e principal da sociedade que, em muitos casos, ou os valores morais, éticos e religiosos se desfiguraram ou, até mesmo, se perderam por completo.

A família é e deve ser a casa da Vida, o Santuário da Vida. Temos, portanto, um grandíssimo desafio, como nos exorta Bento XVI, a combater todas as ameaças à vida. É verdadeiramente um combate, uma luta espiritual muito grande e que somente poderá ser vencida com muito esforço, muito trabalho de nossa parte e acima de tudo pela fé, pelo poder da oração e pela fidelidade a Deus através da fidelidade à Igreja em seu magistério.

Sabemos que a família precisa ser defendida, valorizada e promovida por toda a Igreja: suas instituições, pastorais, movimentos, associações e comunidades e que, também, esse dever se encontra no Estado e em políticas públicas, mas, essa é uma luta que começa e tem seu foco principal dentro da própria célula familiar, por isso, também aí está o segredo para vencer o combate. “O futuro da humanidade passa pela família!” (João Paulo II - Exortação Apostólica Familiaris Consortio, conclusão).

Enquanto tivermos famílias “enfermas” continuaremos tendo uma sociedade “enferma”, formada por cidadãos “enfermos” que saíram de famílias igualmente “enfermas”.  A cura da família e conseqüentemente da sociedade está, como nos recorda o saudoso Papa da família, João Paulo II, exatamente na própria identidade e missão da família:

 “No plano de Deus Criador e Redentor, a família descobre não só sua ‘identidade’, o que ‘é’, mas também a sua ‘missão’, o que ela pode e deve ‘fazer’… ‘Família, torna-te aquilo que és!… a essência e os deveres da família são, em última análise, definidos pelo amor. Por isso é-lhe confiada a missão de guardar, revelar e comunicar o amor, qual reflexo vivo e participação real do amor de Deus…” (João Paulo II Exortação Apostólica Familiaris Consortio, 17).

Aqui está o coração, a essência das relações afetivas na família: o Amor! “Guardar, revelar e comunicar o amor…”. Eis a nossa missão enquanto famílias. Mas é preciso também, ter clara a verdadeira concepção do que seja Amor! Bento XVI no início de seu primeiro documento escreveu: “O termo ‘amor’ tornou-se hoje uma das palavras mais usadas e mesmo abusadas, à qual associamos significados completamente diferentes”. (Bento XVI Encíclica Deus Caritas est, 2 – Dez/2005). O amor ficou relativizado. Conhecendo a verdade que Deus é amor (cf. I Jo 4, 8.16), não podemos aceitar a sua relativização. Não se relativiza aquilo que é absoluto. Será, exatamente, no processo educativo em família que cada criança, adolescente, jovem e até mesmo adulto, aprenderá o verdadeiro sentido do Amor. Como diz um trecho da música do Pe Zezinho, Oração pela Família: “que as crianças aprendam no colo o sentido da vida… e que os filhos conheçam a força que brota do amor”. Se os filhos não aprenderem o verdadeiro Amor no colo dos pais eles aprenderão os “pseudo amores” no colo do mundo!

A afetividade e sexualidade, intrínsecas à pessoa humana, devem ser objetos da educação em família. A educação é um dos primeiros e principais direitos e deveres dos pais que não podem abdicar dessa grave incumbência. João Paulo II chega a afirmar que, onde faltar essa educação na e da família, dificilmente poderá ser suprida (cf. Familiaris Consortio, 36). O principal elemento catequético-evangelizador-educativo para as famílias, - logicamente abaixo e a serviço do principal protagonista da evangelização, o Espírito Santo – é o testemunho dos pais. A falta de referência de família, de paternidade e maternidade, de referência de matrimônio, de amor, de perdão, de doação, de unidade e indissolubilidade, enfim, de valores morais, éticos e religiosos é o que mais degrada e deforma a família em sua verdadeira imagem. Vemos como conseqüência disso, uma caricatura de família. Não foi isso que Deus sonhou desde o princípio!

No recente documento da CNBB nº 79 – Diretório da Pastoral Familiar – lê-se que a educação deve ser baseada em princípios cristãos; em lares que sejam centros formadores através da coerência de palavras e atitudes dos pais. Vejamos (nºs 120, 130 e 132):

“A mentalidade corrente de ’sempre levar vantagem’, impregnada de práticas antiéticas, dificulta uma educação baseada nos princípios cristãos”. Às vezes, pais e responsáveis, com seu mau exemplo, acabam orientando os filhos a desrespeitarem as regras e os direitos que garantem o bem comum.”

“O pai precisa saber sacrificar-se e compreender que, se ele trabalhou o dia inteiro, a esposa, mesmo que não trabalhe fora e fique em casa, também trabalhou muito. E continuará trabalhando mais ainda, quando o marido voltar à casa. O lar não é apenas um lugar de descanso, mas fundamentalmente um centro formador, uma escola, dos mais altos valores. O pai é, nessa tarefa, um elemento essencial e insubstituível.”

“Os filhos têm a necessidade de encontrar nos pais essa solidariedade perfeita, essa unidade completa de sentimentos e, sobretudo, a coerência entre as palavras e as atitudes da cada um.”

Votando ao tema da sexualidade, temos uma bela definição do Pontifício Conselho para a Família: “A sexualidade humana é, portanto, um Bem: parte daquele dom criado que Deus viu ser ‘muito bom’ quando criou a pessoa humana à sua imagem e semelhança e ‘homem e mulher os criou’ (cf. Gênesis 1, 27). Enquanto modalidade de se relacionar e se abrir ao outro, a sexualidade tem como fim intrínseco o amor, mais precisamente o amor como doação e acolhimento, com dar e receber. A relação entre um homem e uma mulher é uma relação de amor: ‘A sexualidade deve ser orientada, elevada e integrada pelo amor, que é o único a torná-la verdadeiramente humana.” (Pontifício Conselho para a Família – Sexualidade humana: verdade e significado, 11).

O verdadeiro amor comporta a afetividade e a sexualidade sadias, equilibradas, castas e por que não, santas! É triste constatar que os pais perderam a coragem de educar os filhos para a castidade! Confundimos muitas vezes afetividade com sexualidade e sexualidade com sexo. A afetividade marca todos os níveis de relacionamento que temos com as pessoas. Bem como a sexualidade, que também é característica de relacionamento, não pode ser entendida de uma forma reducionista, a, apenas exercício dos órgãos genitais. Vai muito além e comporta em si a abertura ao amor. O amor doação. O amor que não busca interesses seus, mas a felicidade do outro. A partir do momento em que as famílias testemunharem com a vida esse verdadeiro amor, teremos esperança de um mundo melhor. Um mundo melhor se constrói com famílias sadias e santas. Famílias que tudo ordenam para o amor – Ordo Amoris – em que Deus é o centro gerenciador de toda sua vida, onde se faz a experiência do encontro pessoal com o Salvador – Jesus Cristo – e dessa profunda experiência de amor, nasce o testemunho, que será luz para a própria família e tantas outras famílias que necessitam dessa salvação. “A família é o ambiente privilegiado onde cada pessoa aprende a dar e receber amor.” (Discurso de Bento XVI no V EMF – Valência Jul/2006). Acreditemos, com João Paulo II, que a Civilização do Amor não é utopia, é plenamente realizável. (cf. Carta às Famílias, 15).

“Crê no Senhor Jesus, e serás salvo tu e tua família.” (Atos 16, 31).
Que a Sagrada Família de Nazaré, seja nosso grande modelo de família e nos abençoe, fazendo de nossas famílias, discípulas e missionárias de Jesus Cristo para o bem de todas as famílias.


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BEBIDA ALCOÓLICA E IGREJA

Autor: italo123 | Agosto 4, 2008


Olá pessoal,

Obrigado por visitar nossa página e meu blog.

Na história de nossa comunidade,  praticamente desde seus inícios, abolimos de nossas convivências e festas a bebida alcoólica. Os resultados de sua presença nas festas era sempre negativo. Como somos uma comunidade que tem por Carisma o Resgate da Família, não é coerente que tenhamos em nosso meio a tal da “mardita!” que tantos males faz nas famílias!!!

Será que, nós como Igreja, sejam paróquias ou comunidades, perdemos a capacidade de acreditar no poder do Espírito Santo e sua criatividade para atrair e congregar os filhos de Deus em torno de sua Igreja, que precisamos usar de subterfúgios, pouco “católicos” e por vezes até imorais?! e chegamos a pensar, por exemplo, que nossas festas beneficentes tem que ser regadas a alcoól e jogatinas - tipo bingo!!!

 Indico a vocês a leitura do artigo a seguir, muito bem escrito por D. Redovino - Bispo da Diocese de Dourados/MS sobre essa questão. Vale a pena refletir.

A Igreja Católica e suas festas nem sempre religiosas - Dom Redovino
No dia 8 de julho, recebi uma carta de um leigo cristão de nossa Diocese, questionando o uso de bebida alcoólica nas festas promovidas pela Igreja. Transcrevo-a sinteticamente:«Há duas semanas, entrou em vigor a lei 11.705, que altera o CTB em relação ao uso do álcool. Ontem, durante o encontro do nosso grupo de reflexão, surgiu um questionamento sobre a posição da Igreja diante do consumo de bebida alcoólica nas festas religiosas.Hoje, nos deparamos com um fato novo, que é a vigência da nova lei, a qual, no primeiro momento, já demonstrou os seus benefícios Como procederá a Igreja diante deste fato novo? Continuará a promover suas festas servindo bebidas alcoólicas?Uma das festas de grande expressão em nossa cidade é a de São Cristóvão (padroeiro dos motoristas), justamente aqueles a quem a lei vem regulamentar o comportamento quanto à utilização do álcool. Como católico praticante, rezo para que, um dia, todas as nossas paróquias possam abolir totalmente, de suas festas, a venda de bebidas alcoólicas».Se se pudesse brincar com assuntos sérios – mas não convém, até mesmo para não fugir do problema –, eu começaria dizendo que nasci em Bento Gonçalves, a cidade que diz produzir o melhor vinho da América Latina! Acrescentaria que o primeiro milagre operado por Jesus aconteceu exatamente numa festa de família, ocasião em que transformou em torno de 500 litros de água em vinho – e do bom, como se apressa a esclarecer o Evangelho. Para seus adversários, Jesus não passava de um «glutão e bebedor de vinho» (Lc 7,34). Por sua vez, São Paulo não hesitou em dar um conselho inesperado ao bispo Timóteo: «Deixa de beber somente água; toma um pouco de vinho para facilitar a digestão e superar tuas freqüentes doenças» (1Tm 5,23). Mas, como se sabe, a Bíblia é um oceano infinito, onde cada um pesca o que quer. Por isso, se nela encontramos elogios ao vinho, há também inúmeras páginas que o condenam veementemente. Para não cansar o leitor, cito apenas São Paulo, o mesmo que aconselhou Timóteo a não beber apenas água. Aos fiéis leigos, dizia: «Não vos embriagueis com vinho, o pai da luxúria» (Ef 5,18). Aos eclesiásticos, acrescentava: «O bispo deve ser sóbrio, não dado ao vinho nem violento» (1Tm 3,3). Por fim, às mulheres (pois a embriaguez não é privilégio dos homens), pedia que «não fossem escravas da maledicência e da bebida» (Tt 2,3).Como se percebe, para São Paulo os efeitos perversos do álcool são a luxúria, a violência e a maledicência.Se todos fôssemos adultos e maduros, não haveria problemas. Saberíamos quando beber e quando parar. «Virtus in medio: a virtude está no equilíbrio» repetiam os antigos latinos. Nem sempre a renúncia aos bens criados por Deus é sinal de santidade. Há momentos e situações em que ela é necessária, em vista de um ideal superior; mas, na normalidade do dia-a-dia, Deus pede apenas que deixemos de lado o que impede o crescimento da humanidade. Dado, porém, que a fraqueza humana é grande – o próprio Jesus falou que «o espírito é forte, mas a carne é fraca» (Mt 26,41) – é sempre mais prudente evitar as ocasiões, pois «quem abre um buraco, nele cairá» (Pr 26,27).Infelizmente, há festas religiosas em que se tem a impressão que sua finalidade principal seja o dinheiro, tanto que seu resultado positivo ou negativo é medido pelo número de caixas de cerveja vendidas… Não poucas vezes, seus próprios organizadores são os que incentivam o uso e o abuso do álcool. Não será por isso que algumas dessas festas terminam em brigas e assassinatos – ou seja, exatamente o contrário do motivo pelo qual deveriam existir?Uma síntese do que penso a respeito é dada pelo “Diretório Administrativo Diocesano”, em vigor desde o dia 1° de janeiro de 2004:«Para a sustentação da Diocese e de cada comunidade, em primeiro lugar, deve-se organizar a contribuição normal e permanente dos membros da comunidade através do dízimo. As outras promoções, como campanhas, festas, quermesses, etc., também têm o seu significado e importância, não apenas pelo seu rendimento econômico, mas, sobretudo, pelo seu valor de confraternização e participação do povo.Nestes momentos fortes de confraternização, as comunidades precisam ter o cuidado de não cometer exageros que provoquem maus exemplos ou escândalos, como, por exemplo, o comércio exagerado e sem escrúpulos de bebidas alcoólicas, motivo de constrangimentos em muitas comunidades. Os próprios bailes – a não ser os estritamente familiares – não parecem adequados para congraçar a comunidade e construir o Reino de Deus. Os fins não justificam os meios».* Dom Redovino Rizzardo, 69, é bispo de Dourados (MS)

Fonte: http://www.cnbb.org.br/index.php?op=pagina&chaveid=010c0000410


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Família, célula da sociedade

Autor: admin | Agosto 2, 2008


familia.jpgAfirmar hoje que a família é a base e a célula mater da sociedade, me parece afirmar mais uma verdade do que uma realidade vivida e aceita. O que quero dizer é que como verdade absoluta essa afirmação é imutável e que como realidade ela já não está tão arraigada nos conceitos e convicções de nossa sociedade, visto a própria situação de sociedade em que vivemos. Ao menos, de maneira implícita essa verdade hoje não é aceita, já que, em seu conceito básico a família é uma instituição Divina, e Deus hoje parece estar entre parênteses para a maioria das pessoas e famílias e à margem da educação familiar e institucional ou ainda, fora de cogitação – poderia assim dizer – daquilo que deveria ser o agir ético e moral dos governantes e autoridades em nossa sociedade.

Para que essa distorção da verdade seja corrigida é necessário, da parte da sociedade e também da família, correções nas formas e conceitos em que se alicerçam hoje. O que se espera então da sociedade e da família? O que a família deve esperar da sociedade e a sociedade da família? Vejamos alguns conceitos recordados por João Paulo II:

“A família é uma comunidade de pessoas, a menor célula social, e como tal é um instituição fundamental para a vida de cada sociedade.

Que espera a família enquanto instituição da sociedade? Antes de mais, ser reconhecida na sua identidade e aceite na sua subjetividade social. Esta subjetividade está ligada à identidade própria do matrimônio e da família. O matrimônio, que está na base da instituição familiar, é estabelecido pela aliança com que ‘o homem e a mulher constituem entre si a comunhão íntima de toda a vida, ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole’ (CDC, cân. 1055,1). Somente tal união pode ser reconhecida e confirmada como ‘matrimônio” pela sociedade. Ao contrário, não o podem ser as outras uniões interpessoais que não obedecem às condições agora recordadas, mesmo se hoje, precisamente sobre este ponto, se difundem tendências muito perigosas para o futuro da família e da própria sociedade.” (Carta às Famílias, 17).

De maneira objetiva ou por vezes nem tanto, percebemos que, à luz desta palavra que acabamos de ver, sociedade e família, negam essa verdade constitutiva de suas próprias naturezas e, levadas pelo comichão de novidades criam para si novos falsos conceitos que, levianamente, as permitiria viver de maneira autorizada um estilo de vida distorcido de sua identidade original: “Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si.” (II Timóteo 4, 3). Essa passagem de S. Paulo a Timóteo que, normalmente aplicamos às falsas doutrinas, seitas e religiões, pode muito bem ser aplicada aqui para entendermos que o que acontece hoje com a família e a sociedade é exatamente isso: guiadas pelas próprias paixões e pela sede de novidades colocam-se sob novas doutrinas, conceitos e mestres, que corrompem costumes e o próprio alicerce seguro no qual, sociedade e família, foram fundadas.

Estamos diante do grande perigo do relativismo. Especialmente o relativismo em relação ao conceito de família e matrimônio. E quando o relativismo atinge diretamente a célula primeira e principal da sociedade, que é a família, a sociedade inteira está em perigo. Posso afirmar com certeza que a raiz do problema está, justamente, na família. O problema da sociedade é que ela reflete aquilo que recebe de influência de sua célula mater. Portanto, precisamente sobre esta constatação, deveríamos voltar nossa atenção à própria célula familiar, para que, recuperada, restaurada, curada e salva, possa, por sua vez – e até diria de maneira automática – recuperar, restaurar, curar e salvar a sociedade. Como também nos recordada o magistério da Igreja e o reforça João Paulo II: “O futuro da humanidade passa pela família!” (Familiaris Consortio, conclusão).

O relativismo em que sociedade e família
vivem hoje jogam por terra a verdade fundamental que as poderia guiar por caminho seguro e as salvar. Voltar ao princípio criador e perceber a intenção amorosa do coração de Deus em seus desígnios para a humanidade, é buscar com responsabilidade e inteligência o caminho que pode dar novos bons rumos para a família e a sociedade por conseqüência.

Quando Jesus foi inquirido pelos fariseus acerca do matrimônio, ele próprio respondeu e insistiu, mostrando essa verdade que não pode ser rejeitada: “…no começo não foi assim.” (Mt 19, 8). É urgente retomar a originalidade do começo, do princípio. Essa resposta de Jesus se torna atualíssima para nossos dias ao vermos todos os questionamentos que são levantados contra a família. Podemos dizer para nossa sociedade com toda a veemência de Jesus: No princípio não era assim…! Mas, somente isso não basta. Dizer que este não é o caminho, é apenas a primeira parte profética: a denúncia. Como profetas, devemos, ser a voz de Deus a indicar o caminho seguro. Continuarei a recorrer o grande profeta da família, João Paulo II, para entendermos o que concretamente cada núcleo familiar deve fazer para vencer o obstáculo do relativismo e viver a verdade absoluta:

“Todavia os simples testemunhos escritos não bastam. Bem mais importantes são os testemunhos vivos. Paulo VI observou que ‘o homem contemporâneo escuta com maior gosto as testemunhas do que os mestres, ou se escuta os mestres é porque são testemunhas’…A Sagrada Família é o início de tantas outras famílias santas… À família está confiado o deve de lutar sobretudo para libertar as forças do bem, cuja fonte se encontra em Cristo Redentor do homem. É preciso fazer com que tais forças sejam assumidas por cada núcleo familiar…” (Carta às Famílias, 23).

Com essas palavras, podemos perceber claramente que nossa sociedade só irá mudar e melhorar se as famílias mudarem e melhorarem. As famílias somente cumprirão essa missão se forem testemunhas práticas da vivência evangélica. A família tem esse modelo evangélico, precisamente na família de Jesus, a Família de Nazaré. A conseqüência dessa vivência será exatamente aquilo que João Paulo II afirmou acima: pela família que vive sua verdadeira identidade, as forças do bem são liberadas sobre a sociedade. Por isso, eu e você, como família, precisamos assumir prontamente essa missão essencial da família em liberar as forças do bem e do amor. Deus é o sumo bem, vai afirmar Santo Tomás de Aquino e Deus é amor (cf. I João 4, 8). Conclusivamente chegamos, sem necessidade de muita inteligência, à conclusão que a solução para a sociedade é a família colocar Deus dentro de si e permitir que Ele aja em suas vidas e não ser apenas um conceito relativo e entre parênteses. Pelo contrário: o Senhor deve ser o centro ordenador de todas as coisas na vida das famílias.

Desta maneira, podemos olhar com esperança para a sociedade. Caso contrário, se a família de hoje continuar enferma e desviada de sua própria identidade e natureza, com certeza a sociedade de amanhã estará pior que a que, tristemente, constatamos hoje. Repito com João Paulo II: “O futuro da humanidade passa pela família!”.

Termino com um pequeno trecho da oração de João Paulo II pela família: “Faz finalmente, te pedimos por intercessão da Sagrada Família de Nazaré que a Igreja em todas as nações da terra possa cumprir frutiferamente sua missão na família e por meio da família.” Amém!

Italo J. Passanezi Fasanella
Fundador e Moderador Geral
Comunidade Católica Sagrada Família
www.sagradafamilia.org.br – o site da família


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