25 ANOS DE NAMORO
Autor: italo fasanella | Junho 26, 2010
Há 25 anos atrás, nessa mesma data, estava pedindo em namoro Rosana (hoje minha esposa). Comemoramos com muita alegria essa data. Alguns ficam surpresos, outros com ar de estranheza ao falarmos dessa comemoração todos os anos do início de nosso namoro, mesmo sendo casados há 21 anos.Muitas vezes fico perguntando: Quem foi que disse que quando casamos devemos parar de namorar?! Tudo aquilo que é bom no namoro deve ser preservado para o casamento: a amizade, o encantamento, o apaixonamento, a saudade, o olhar para o relógio esperando anciosamente a outra pessoa chegar, sentir saudades quando de alguma ausência por viagem ou outro motivo, a troca de presentinhos, bilhetinhos, cartões com declarações de amor, flores e tudo o mais que possa manifestar que o verdadeiro amor ainda vive e se corresponde.Como é triste ver em muitos casamentos a frieza e dureza de coração que tomam conta dos relacionamentos. Algo que foi feito para crescer cada vez mais, ao contrário, vai se esvaziando até perder completamente o sentido. Penso que tudo são frutos colhidos do tempo de namoro: se houve preocupação no namoro em cultivar amizade, a felicidade do(a) outro(a), amor verdadeiro e castidade, com certeza haverá um matrimônio que dê sequência nesses valores. Ao contrário, se, no namoro, a preocupação foi egoísta, centrada no sexo e no prazer, em valores fúteis haverá no matrimônio uma relativização do amor no relacionamento que deixará vazio e sem sentido o estar casados e casados até que a morte os separe. Por isso, eu e Rosana, sempre lembramos dessa data e procuramos viver, mesmo em meio a tantos desafios, como “eternos namorados”. Digo isso, sem querer parecer uma poesia pegajosa, mas por ser isso mesmo que acreditamos.Creio que o Carisma de nossa comunidade nos ajuda muito a vivermos nosso amor junto com nossos filhos e irmãos de comunidade. Certa vez, num retiro para casais, havia um casal que não se beijavam na boca há 25 anos, acredite!!! Outros há muito tempo não diziam “Eu te amo”! Alguns nem um “bom dia!”! Me perdoem, mas o matrimônio não foi feito para isso! É coisa muito séria para ficar brincando ou achincalhando essa instituição Divina. Receber o Sacramento do Matrimônio é algo sagrado e o namoro é o tempo de se preparar para isso.Tenha a coragem de declarar o seu amor. Diga todos os dias “Eu te amo”; beije; abrace; curta a presença e sinta a presença de Deus no meio de vocês. Pois o Amor de Deus é maior que tudo e tudo ajuda a superar como diz a famosa passagem de I Coríntios 13: “A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.Por tudo isso e muito mais que poderia escrever aqui, é que hoje estamos curtindo nosso namoro. Estamos felizes e desejamos que muitos outros casais vivam essa felicidade, mesmo assumindo todas as responsabilidade da vida de casados podemos ser “eternos namorados” cada vez mais apaixonados um pelo outro, pelos filhos, pela vida e por Deus que é a causa e rumo final de nosso amor. Deixo ainda, uma mensagem de Bento XVI sobre o amor. Boa reflexão. Viva o amor!Rosana: TE AMO! ou como costumamos escrever no MSN quando estou viajando (e são muitas viagens!): TE AMO MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUIIIIITOOOOOOOOOOOOO!!!!“’Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele’ (I Jo 4,16). Essas palavras da Primeira Carta de João exprimem, com singular clareza, o centro da fé cristã: a imagem cristã de Deus e também a consequente imagem do homem e de seu caminho… Nós cremos no amor de Deus – desse modo pode o cristão exprimir a opção fundamental de sua vida. No início do ser cristão não há uma decisão ética ou uma grande idéia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, assim, o rumo decisivo… O termo ‘amor’ tornou-se hoje uma das palavras mais usadas, e mesmo abusadas, à qual associamos significados diferentes… Em toda esta gama de significados, porém, o amor entre o homem e a mulher, no qual concorrem indivisivelmente corpo e alma e se abre ao ser humano uma promessa de felicidade que parece irresistível, sobressai como arquétipo de amor por excelência, de tal modo que, comparados com ele, à primeira vista todos os demais tipos de amor se ofuscam.” (Carta Encíclica do Santo Padre Bento XVI Deus Caritas Est – Deus é Amor – 25/12/2005).
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SÃO JOSÉ
Autor: italo fasanella | Março 23, 2010
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RESGATE DA MESA DE REFEIÇÃO
Autor: italo fasanella | Maio 13, 2009
Olá pessoal,
Deus abençoe.
Ultimamente tenho refletido e falado sobre QVF: QUALIDADE DE VIDA FAMILIAR. Um termo que encontrei para designar nossos esforços por promover que nossa CONVIVÊNCIA FAMILIAR seja de QUALIDADE e não apenas nossa vida, nosso trabalho, serviço ou produtividade sejam de qualidade.
A matéria que está abaixo, nos dá um ponto sobre essa QVF que devemos praticar. Vai nos ajudar muito refletir para deixar acontecer em nós a mudança de consciência, mentalidade, atitude e comportamento.
O RESGATE DA MESA DE REFEIÇÃO é parte importantíssima de nosso Carisma.
Bom apetite com essa formação.
Abç fraterno,
Italo Fasanella.
| Vida Saudável |
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Comer em família traz vários benefícios |
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| por Dra Jocelem Salgado |
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O número de britânicos que não têm mesa de jantar chega a 25%; apenas 31% a utilizam em ocasiões especiais como o Natal e Ano Novo. De acordo com o diretor da empresa, David Bird, atualmente, as mesas onde as famílias se reúnem todos os dias para comer quase não existem; inúmeros britânicos não fazem uma pausa para comer e, quando o fazem, geralmente é para comer com o prato no colo, vendo televisão. A tendência é o desaparecimento desse móvel, que durante longo tempo esteve no centro da vida doméstica. Os divórcios e a falta de tempo e de espaço são algumas das razões para a queda na procura por mesas de jantar, aponta a pesquisa.Tomei como exemplo essa notícia para chamar atenção das pessoas de como a vida moderna tem modificado hábitos que deveriam ser preservados em nome da saúde e do bem-estar das pessoas. A mesa de jantar foi por muito tempo um exemplo de união da família. Era comum em todas as refeições diárias pais, filhos e até avós estarem juntos se alimentando, trocando idéias e narrando fatos acontecidos durante o dia. Lá em casa, por exemplo, às vezes meu pai chegava tarde, às oito da noite, mas minha mãe sempre nos fazia esperar para comermos em família, não importava o quanto nos queixássemos. Era um ritual tão agradável que ninguém queria perder.Os anos se passaram e a correria do dia-a-dia, a falta de tempo, entre outros fatores fizeram com que uma atividade importantíssima para a saúde física e emocional de todos os membros da família praticamente deixasse de existir. De acordo com algumas pesquisas, no Brasil, 30% a 40% das famílias não jantam juntas de cinco a sete noites por semana. A hora do almoço em casa, junto com os familiares, tem sido trocada por um sanduíche na lanchonete da esquina ou por uma refeição em frente à TV ou computador. |
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SÃO JOÃO BATISTA, MÁRTIR DA FAMÍLIA
Autor: italo fasanella | Agosto 29, 2008
“17Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia.” (Marcos 6,17-19).
Quando penso no martírio de João Batista, baluarte de nossa comunidade, celebrado a 29 de agosto, vejo claramente que podemos considerá-lo mártir da família. Sim! Mártir da família! Justamente porque, como profeta – o maior nascido de mulher (cf. Lc 7,28) – não se esquivou à sua missão profética de anunciar o Reino e Aquele a quem ele precedia; e no fato principal que o levou ao martírio está a denúncia de um pecado na família que, até hoje, tem destruído muitas famílias: o adultério!
Mesmo sendo o adultério do rei, João não se intimidou em sua missão profética. Denunciou o pecado assumindo as possíveis e últimas conseqüências de seu profetismo. Não teve medo do ódio e da morte. O seu amor pelo Senhor e o senso da importância de sua missão e o zelo ardente pelo anúncio eram maiores. Se ele não cumprisse sua missão quem anunciaria o Salvador? Quem o precederia preparando os caminhos?
De um modo muito particular, nós membros da Comunidade Católica Sagrada Família, somos chamados a essa missão de João Batista. Contudo, essa missão-martírio não pode ser privilégio(!) somente nosso: o batismo nos confere a todos os batizados a missão e vocação de profeta. Todos somos convocados a defender a família e a vida. Na mensagem que Bento XVI enviou à CNBB por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade de 2008 (Fraternidade e Vida: escolhe pois a vida), enfatizou: “todas as ameaças à vida devem ser combatidas.”. Todo o pecado na família também é ameaça à vida. A vida e a família só serão protegidas, defendidas e valorizadas se houver Profetas da Família, que não tenham medo de denunciar os pecados que destroem as famílias.
Muitas vezes, os que nos odeiam por causa de nosso profetismo, quererão nossa cabeça no prato, como o fizeram com João:
“20Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. 21Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galiléia. 22A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu to darei”. 23E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24Ela saiu e perguntou à mãe: “O que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26O rei ficou muito triste, mas não pode recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.” (Marcos 6,20-29).
Não tenhamos medo! As famílias estão se perdendo e sendo destruídas por causa de muitos covardes que não tem a coragem de defendê-las! Covardes que, por vezes, matam o menino e a menina ainda dentro do ventre de suas mães, sejam esses meninos ou meninas normais ou anencéfalos. Covardes pedófilos que violentam quem de mais puro Deus colocou em nosso meio: as crianças. Covardes que tem dinheiro, principalmente ilícito, para a droga, o álcool, a violência, a pornografia, a corrupção mas, se negam a ajudar instituições a favor da família. Covardes que estão dentro e fora de nossos lares e de nossas igrejas.
Coragem famílias! Coragem profetas! Sejamos a favor da vida e da família sempre! Nossa recompensa está no céu!
“O futuro da humanidade passa pela família! É, pois, indispensável e urgente que cada homem de boa vontade se empenhe em salvar e promover os valores e as exigências da família. Sinto-me no dever de pedir aos filhos da Igreja um esforço especial nesse campo… Devem amar particularmente a família. É o que concreta e exigentemente vos confio.” (João Paulo II, Familiaris Consortio, conclusão).
Italo J. Passanezi Fasanella
Fundador e Moderador Geral
Comunidade Católica Sagrada Família
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FAMÍLIA CASA DA VIDA
Autor: italo fasanella | Agosto 15, 2008
Meu querido irmão e minha querida irmã,
Quero neste espaço (abaixo) disponibilizar o roteiro de minhas pregações realizadas na Semana Nacional da Família em nossa Região Episcopal Ipiranga - Arquidiocese de S. Paulo. Tive a graça, a honra e também a responsabilidade de ser convidado por D. Tomé - bispo auxiliar da Arquidiocese de S. Paulo -, para conduzir essas reflexões. Espero que ajude as famílias a refletirem em sua vocação e missão.
SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA – REGIÃO EPISCOPAL IPIRANGA - 2008
“Escolhe, pois a vida” (Dt 30, 19) – Fraternidade e defesa da vida. Em minha apresentação fiz questão de frisar que eu e Rosana temos 6 filhos, apesar dos dois abortos espontâneos sofridos por ela. Nunca podemos esquecer que a vida humana começa na fecundação. A partir de então, já temos uma pessoa humana, um menino ou uma menina. Lembro que a fecundação acontece pela penetração do espermatozóide no óvulo e isso se dá dentro das tubas uterinas (antigamente denominadas trompas de Falópio). Logo após a fecundação, o óvulo, que não é mais óvulo e sim uma pessoa humana, um menino ou uma menina, continua o seu percurso pela tuba e desce para o útero, onde ficará alojado. Esse processo chama-se nidação – relativo à palavra ninho – pois, o útero será o ninho onde aquele menino ou aquela menina ficará aninhado até estar pronto para nascer para o mundo, pois o nascimento para a vida já aconteceu com a fecundação.
Bento XVI em sua mensagem por ocasião do lançamento da CF 2008 afirmou: “todas as ameaças à vida devem ser combatidas.”
Entendemos, então, porque a Igreja – mãe e mestra – nos ensina (inclusive baseada na ciência – séria!) que, por exemplo, a pílula do dia seguinte ou o DIU são abortivos. Justamente porque impedem o processo de nidação. Sendo que, aquele ou aquela que será aninhado no útero já é um menino ou uma menina, temos então, um assassinato! Não há outra palavra para qualificar o aborto. Bem como a eutanásia e a manipulação genética embrionária são crimes contra a vida. A vida deve ser defendida e as ameaças denunciadas e combatidas.
Testemunhamos momentos dramáticos neste tempo da história da humanidade em que vemos crescer desenfreadamente a violência, a usurpação dos direitos humanos, a cultura da morte, da banalização do sexo, o esfacelamento da família como instituição Divina e como célula primeira e principal da sociedade que, em muitos casos, ou os valores morais, éticos e religiosos se desfiguraram ou, até mesmo, se perderam por completo.
A família é e deve ser a casa da Vida, o Santuário da Vida. Temos, portanto, um grandíssimo desafio, como nos exorta Bento XVI, a combater todas as ameaças à vida. É verdadeiramente um combate, uma luta espiritual muito grande e que somente poderá ser vencida com muito esforço, muito trabalho de nossa parte e acima de tudo pela fé, pelo poder da oração e pela fidelidade a Deus através da fidelidade à Igreja em seu magistério.
Sabemos que a família precisa ser defendida, valorizada e promovida por toda a Igreja: suas instituições, pastorais, movimentos, associações e comunidades e que, também, esse dever se encontra no Estado e em políticas públicas, mas, essa é uma luta que começa e tem seu foco principal dentro da própria célula familiar, por isso, também aí está o segredo para vencer o combate. “O futuro da humanidade passa pela família!” (João Paulo II - Exortação Apostólica Familiaris Consortio, conclusão).
Enquanto tivermos famílias “enfermas” continuaremos tendo uma sociedade “enferma”, formada por cidadãos “enfermos” que saíram de famílias igualmente “enfermas”. A cura da família e conseqüentemente da sociedade está, como nos recorda o saudoso Papa da família, João Paulo II, exatamente na própria identidade e missão da família:
“No plano de Deus Criador e Redentor, a família descobre não só sua ‘identidade’, o que ‘é’, mas também a sua ‘missão’, o que ela pode e deve ‘fazer’… ‘Família, torna-te aquilo que és!… a essência e os deveres da família são, em última análise, definidos pelo amor. Por isso é-lhe confiada a missão de guardar, revelar e comunicar o amor, qual reflexo vivo e participação real do amor de Deus…” (João Paulo II Exortação Apostólica Familiaris Consortio, 17).
Aqui está o coração, a essência das relações afetivas na família: o Amor! “Guardar, revelar e comunicar o amor…”. Eis a nossa missão enquanto famílias. Mas é preciso também, ter clara a verdadeira concepção do que seja Amor! Bento XVI no início de seu primeiro documento escreveu: “O termo ‘amor’ tornou-se hoje uma das palavras mais usadas e mesmo abusadas, à qual associamos significados completamente diferentes”. (Bento XVI Encíclica Deus Caritas est, 2 – Dez/2005). O amor ficou relativizado. Conhecendo a verdade que Deus é amor (cf. I Jo 4, 8.16), não podemos aceitar a sua relativização. Não se relativiza aquilo que é absoluto. Será, exatamente, no processo educativo em família que cada criança, adolescente, jovem e até mesmo adulto, aprenderá o verdadeiro sentido do Amor. Como diz um trecho da música do Pe Zezinho, Oração pela Família: “que as crianças aprendam no colo o sentido da vida… e que os filhos conheçam a força que brota do amor”. Se os filhos não aprenderem o verdadeiro Amor no colo dos pais eles aprenderão os “pseudo amores” no colo do mundo!
A afetividade e sexualidade, intrínsecas à pessoa humana, devem ser objetos da educação em família. A educação é um dos primeiros e principais direitos e deveres dos pais que não podem abdicar dessa grave incumbência. João Paulo II chega a afirmar que, onde faltar essa educação na e da família, dificilmente poderá ser suprida (cf. Familiaris Consortio, 36). O principal elemento catequético-evangelizador-educativo para as famílias, - logicamente abaixo e a serviço do principal protagonista da evangelização, o Espírito Santo – é o testemunho dos pais. A falta de referência de família, de paternidade e maternidade, de referência de matrimônio, de amor, de perdão, de doação, de unidade e indissolubilidade, enfim, de valores morais, éticos e religiosos é o que mais degrada e deforma a família em sua verdadeira imagem. Vemos como conseqüência disso, uma caricatura de família. Não foi isso que Deus sonhou desde o princípio!
No recente documento da CNBB nº 79 – Diretório da Pastoral Familiar – lê-se que a educação deve ser baseada em princípios cristãos; em lares que sejam centros formadores através da coerência de palavras e atitudes dos pais. Vejamos (nºs 120, 130 e 132):
“A mentalidade corrente de ’sempre levar vantagem’, impregnada de práticas antiéticas, dificulta uma educação baseada nos princípios cristãos”. Às vezes, pais e responsáveis, com seu mau exemplo, acabam orientando os filhos a desrespeitarem as regras e os direitos que garantem o bem comum.”
“O pai precisa saber sacrificar-se e compreender que, se ele trabalhou o dia inteiro, a esposa, mesmo que não trabalhe fora e fique em casa, também trabalhou muito. E continuará trabalhando mais ainda, quando o marido voltar à casa. O lar não é apenas um lugar de descanso, mas fundamentalmente um centro formador, uma escola, dos mais altos valores. O pai é, nessa tarefa, um elemento essencial e insubstituível.”
“Os filhos têm a necessidade de encontrar nos pais essa solidariedade perfeita, essa unidade completa de sentimentos e, sobretudo, a coerência entre as palavras e as atitudes da cada um.”
Votando ao tema da sexualidade, temos uma bela definição do Pontifício Conselho para a Família: “A sexualidade humana é, portanto, um Bem: parte daquele dom criado que Deus viu ser ‘muito bom’ quando criou a pessoa humana à sua imagem e semelhança e ‘homem e mulher os criou’ (cf. Gênesis 1, 27). Enquanto modalidade de se relacionar e se abrir ao outro, a sexualidade tem como fim intrínseco o amor, mais precisamente o amor como doação e acolhimento, com dar e receber. A relação entre um homem e uma mulher é uma relação de amor: ‘A sexualidade deve ser orientada, elevada e integrada pelo amor, que é o único a torná-la verdadeiramente humana.” (Pontifício Conselho para a Família – Sexualidade humana: verdade e significado, 11).
O verdadeiro amor comporta a afetividade e a sexualidade sadias, equilibradas, castas e por que não, santas! É triste constatar que os pais perderam a coragem de educar os filhos para a castidade! Confundimos muitas vezes afetividade com sexualidade e sexualidade com sexo. A afetividade marca todos os níveis de relacionamento que temos com as pessoas. Bem como a sexualidade, que também é característica de relacionamento, não pode ser entendida de uma forma reducionista, a, apenas exercício dos órgãos genitais. Vai muito além e comporta em si a abertura ao amor. O amor doação. O amor que não busca interesses seus, mas a felicidade do outro. A partir do momento em que as famílias testemunharem com a vida esse verdadeiro amor, teremos esperança de um mundo melhor. Um mundo melhor se constrói com famílias sadias e santas. Famílias que tudo ordenam para o amor – Ordo Amoris – em que Deus é o centro gerenciador de toda sua vida, onde se faz a experiência do encontro pessoal com o Salvador – Jesus Cristo – e dessa profunda experiência de amor, nasce o testemunho, que será luz para a própria família e tantas outras famílias que necessitam dessa salvação. “A família é o ambiente privilegiado onde cada pessoa aprende a dar e receber amor.” (Discurso de Bento XVI no V EMF – Valência Jul/2006). Acreditemos, com João Paulo II, que a Civilização do Amor não é utopia, é plenamente realizável. (cf. Carta às Famílias, 15).
“Crê no Senhor Jesus, e serás salvo tu e tua família.” (Atos 16, 31).
Que a Sagrada Família de Nazaré, seja nosso grande modelo de família e nos abençoe, fazendo de nossas famílias, discípulas e missionárias de Jesus Cristo para o bem de todas as famílias.
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BEBIDA ALCOÓLICA E IGREJA
Autor: italo123 | Agosto 4, 2008
Olá pessoal,
Obrigado por visitar nossa página e meu blog.
Na história de nossa comunidade, praticamente desde seus inícios, abolimos de nossas convivências e festas a bebida alcoólica. Os resultados de sua presença nas festas era sempre negativo. Como somos uma comunidade que tem por Carisma o Resgate da Família, não é coerente que tenhamos em nosso meio a tal da “mardita!” que tantos males faz nas famílias!!!
Será que, nós como Igreja, sejam paróquias ou comunidades, perdemos a capacidade de acreditar no poder do Espírito Santo e sua criatividade para atrair e congregar os filhos de Deus em torno de sua Igreja, que precisamos usar de subterfúgios, pouco “católicos” e por vezes até imorais?! e chegamos a pensar, por exemplo, que nossas festas beneficentes tem que ser regadas a alcoól e jogatinas - tipo bingo!!!
Indico a vocês a leitura do artigo a seguir, muito bem escrito por D. Redovino - Bispo da Diocese de Dourados/MS sobre essa questão. Vale a pena refletir.
| A Igreja Católica e suas festas nem sempre religiosas - Dom Redovino |
| No dia 8 de julho, recebi uma carta de um leigo cristão de nossa Diocese, questionando o uso de bebida alcoólica nas festas promovidas pela Igreja. Transcrevo-a sinteticamente: |
Fonte: http://www.cnbb.org.br/index.php?op=pagina&chaveid=010c0000410
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Família, célula da sociedade
Autor: admin | Agosto 2, 2008
Afirmar hoje que a família é a base e a célula mater da sociedade, me parece afirmar mais uma verdade do que uma realidade vivida e aceita. O que quero dizer é que como verdade absoluta essa afirmação é imutável e que como realidade ela já não está tão arraigada nos conceitos e convicções de nossa sociedade, visto a própria situação de sociedade em que vivemos. Ao menos, de maneira implícita essa verdade hoje não é aceita, já que, em seu conceito básico a família é uma instituição Divina, e Deus hoje parece estar entre parênteses para a maioria das pessoas e famílias e à margem da educação familiar e institucional ou ainda, fora de cogitação – poderia assim dizer – daquilo que deveria ser o agir ético e moral dos governantes e autoridades em nossa sociedade.
Para que essa distorção da verdade seja corrigida é necessário, da parte da sociedade e também da família, correções nas formas e conceitos em que se alicerçam hoje. O que se espera então da sociedade e da família? O que a família deve esperar da sociedade e a sociedade da família? Vejamos alguns conceitos recordados por João Paulo II:
“A família é uma comunidade de pessoas, a menor célula social, e como tal é um instituição fundamental para a vida de cada sociedade.
Que espera a família enquanto instituição da sociedade? Antes de mais, ser reconhecida na sua identidade e aceite na sua subjetividade social. Esta subjetividade está ligada à identidade própria do matrimônio e da família. O matrimônio, que está na base da instituição familiar, é estabelecido pela aliança com que ‘o homem e a mulher constituem entre si a comunhão íntima de toda a vida, ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole’ (CDC, cân. 1055,1). Somente tal união pode ser reconhecida e confirmada como ‘matrimônio” pela sociedade. Ao contrário, não o podem ser as outras uniões interpessoais que não obedecem às condições agora recordadas, mesmo se hoje, precisamente sobre este ponto, se difundem tendências muito perigosas para o futuro da família e da própria sociedade.” (Carta às Famílias, 17).
De maneira objetiva ou por vezes nem tanto, percebemos que, à luz desta palavra que acabamos de ver, sociedade e família, negam essa verdade constitutiva de suas próprias naturezas e, levadas pelo comichão de novidades criam para si novos falsos conceitos que, levianamente, as permitiria viver de maneira autorizada um estilo de vida distorcido de sua identidade original: “Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si.” (II Timóteo 4, 3). Essa passagem de S. Paulo a Timóteo que, normalmente aplicamos às falsas doutrinas, seitas e religiões, pode muito bem ser aplicada aqui para entendermos que o que acontece hoje com a família e a sociedade é exatamente isso: guiadas pelas próprias paixões e pela sede de novidades colocam-se sob novas doutrinas, conceitos e mestres, que corrompem costumes e o próprio alicerce seguro no qual, sociedade e família, foram fundadas.
Estamos diante do grande perigo do relativismo. Especialmente o relativismo em relação ao conceito de família e matrimônio. E quando o relativismo atinge diretamente a célula primeira e principal da sociedade, que é a família, a sociedade inteira está em perigo. Posso afirmar com certeza que a raiz do problema está, justamente, na família. O problema da sociedade é que ela reflete aquilo que recebe de influência de sua célula mater. Portanto, precisamente sobre esta constatação, deveríamos voltar nossa atenção à própria célula familiar, para que, recuperada, restaurada, curada e salva, possa, por sua vez – e até diria de maneira automática – recuperar, restaurar, curar e salvar a sociedade. Como também nos recordada o magistério da Igreja e o reforça João Paulo II: “O futuro da humanidade passa pela família!” (Familiaris Consortio, conclusão).
O relativismo em que sociedade e família
vivem hoje jogam por terra a verdade fundamental que as poderia guiar por caminho seguro e as salvar. Voltar ao princípio criador e perceber a intenção amorosa do coração de Deus em seus desígnios para a humanidade, é buscar com responsabilidade e inteligência o caminho que pode dar novos bons rumos para a família e a sociedade por conseqüência.
Quando Jesus foi inquirido pelos fariseus acerca do matrimônio, ele próprio respondeu e insistiu, mostrando essa verdade que não pode ser rejeitada: “…no começo não foi assim.” (Mt 19, 8). É urgente retomar a originalidade do começo, do princípio. Essa resposta de Jesus se torna atualíssima para nossos dias ao vermos todos os questionamentos que são levantados contra a família. Podemos dizer para nossa sociedade com toda a veemência de Jesus: No princípio não era assim…! Mas, somente isso não basta. Dizer que este não é o caminho, é apenas a primeira parte profética: a denúncia. Como profetas, devemos, ser a voz de Deus a indicar o caminho seguro. Continuarei a recorrer o grande profeta da família, João Paulo II, para entendermos o que concretamente cada núcleo familiar deve fazer para vencer o obstáculo do relativismo e viver a verdade absoluta:
“Todavia os simples testemunhos escritos não bastam. Bem mais importantes são os testemunhos vivos. Paulo VI observou que ‘o homem contemporâneo escuta com maior gosto as testemunhas do que os mestres, ou se escuta os mestres é porque são testemunhas’…A Sagrada Família é o início de tantas outras famílias santas… À família está confiado o deve de lutar sobretudo para libertar as forças do bem, cuja fonte se encontra em Cristo Redentor do homem. É preciso fazer com que tais forças sejam assumidas por cada núcleo familiar…” (Carta às Famílias, 23).
Com essas palavras, podemos perceber claramente que nossa sociedade só irá mudar e melhorar se as famílias mudarem e melhorarem. As famílias somente cumprirão essa missão se forem testemunhas práticas da vivência evangélica. A família tem esse modelo evangélico, precisamente na família de Jesus, a Família de Nazaré. A conseqüência dessa vivência será exatamente aquilo que João Paulo II afirmou acima: pela família que vive sua verdadeira identidade, as forças do bem são liberadas sobre a sociedade. Por isso, eu e você, como família, precisamos assumir prontamente essa missão essencial da família em liberar as forças do bem e do amor. Deus é o sumo bem, vai afirmar Santo Tomás de Aquino e Deus é amor (cf. I João 4, 8). Conclusivamente chegamos, sem necessidade de muita inteligência, à conclusão que a solução para a sociedade é a família colocar Deus dentro de si e permitir que Ele aja em suas vidas e não ser apenas um conceito relativo e entre parênteses. Pelo contrário: o Senhor deve ser o centro ordenador de todas as coisas na vida das famílias.
Desta maneira, podemos olhar com esperança para a sociedade. Caso contrário, se a família de hoje continuar enferma e desviada de sua própria identidade e natureza, com certeza a sociedade de amanhã estará pior que a que, tristemente, constatamos hoje. Repito com João Paulo II: “O futuro da humanidade passa pela família!”.
Termino com um pequeno trecho da oração de João Paulo II pela família: “Faz finalmente, te pedimos por intercessão da Sagrada Família de Nazaré que a Igreja em todas as nações da terra possa cumprir frutiferamente sua missão na família e por meio da família.” Amém!
Italo J. Passanezi Fasanella
Fundador e Moderador Geral
Comunidade Católica Sagrada Família
www.sagradafamilia.org.br – o site da família
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Biografia
Autor: admin | Agosto 2, 2008
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